Identidade - Zgymunt Bauman

Lendo o livro Identidade, de Zymunt Bauman, deparei-me com duas colocações que me chamaram a atenção.
Falando sobre a exigência de mobilidade que vivemos, ele afirma:
“É nisto que nós, habitantes do líquido mundo moderno, somos diferentes. Buscamos, construímos e mantemos as referências comunais de nossas identidades em movimento – lutando para nos juntarmos aos grupos igualmente móveis e velozes que procuramos, construímos e tentamos manter vivos por um momento, mas não por muito tempo.”
Logo segue comentando como somos indiferentes ao que passa na rua ao nosso lado. Muitas vezes quando estamos sozinhos num restaurante ou no supermercado esperando numa fila, começamos a falar no celular para distanciar-nos da situação que estamos vivendo.
“Ligados no celular, desligamo-nos da vida. A proximidade física não se checa mais com a distância espiritual”.
Outro comentário que interessante foi:
“Não se pode ser “contra a globalização”, da mesma forma que não se pode ser contra um eclipse do Sol. O problema, e o próprio tema do movimento, não é como “desfazer” a unificação do planeta, mas como domar e controlar os processos, até agora selvagens, da globalização – e como transformá-los de ameaças em oportunidade para a humanidade”.
O mesmo se pode dizer em relação às novas tecnologias, é difícil ser contra, pois é fato, estão ai para ficar. O que sim se pode é “transformá-las de ameaças em oportunidade para a humanidade”.
